segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Avançando na Prática - Tp5 Unid:19

Avançando na prática

Estilo, Coerência e Coesão


Registro da experiência


TP5 – Unidade 19


 A progressão textual

Turmas: 7ºANO - Escola Cecília Meireles


Objetivo: Analisar mecanismos de coesão seqüencial.



“O fenômeno lingüístico de coesão seqüencial estabelece relações de encadeamento entre as partes do texto, produzindo a progressão temática.”



Em prática:

Seguindo orientações do Tp, pedi que cada aluno escrevesse em papéis separados uma resposta para cada uma das perguntas abaixo, depois de escolhido o tema: Passeio
  • O que aconteceu?
  • Onde aconteceu?
  • Quando aconteceu?
  • Quem foram os envolvidos?
  • Qual foi o desfecho da história?
Coloquei todas as respostas em sacos plásticos separados e pedi que cada aluno retirasse um papel de cada sacola.
Expliquei então qual era a atividade proposta. Cada um deveria escrever uma história com os pedaços de respostas em mãos.
Deixei que eles chegassem à conclusão sozinhos que, para que cada história fizesse sentido, deveriam interligar cada um com mecanismos de coesão. Não tardou muito para que as perguntas como: “Posso colocar palavras minhas?”; “Isso aqui não faz sentido. Posso melhorar?” ; “ Não consigo entender, nem desenvolver um texto. Me ajuda?”
Fizeram então, cada um a sua produção.

Produção de texto:

As frases sorteadas pela vencedora do concurso, Thaianne Júlia.

  • O que aconteceu? Minha irmã se perdeu.
  • Onde aconteceu? No Recanto do Cuca.
  • Quando aconteceu? Na semana das crianças.
  • Quem foram os envolvidos? Meus amigos da escola.
  • Qual foi o desfecho da história? Minha mãe chegou.

 Texto:

Mistééérioooooo!


“Todo ano nós passeamos na semana das crianças em um passeio organizado pela escola. Vamos ao zoológico e a um sítio, passar um dia divertido.
Esse ano, fomos ao Recanto do Cuca, um lugar super-legal! Tinha campo de futebol, piscina...
Pudemos levar um acompanhante, e para meu azar, levei minha irmã, aquela destrambelhada!
Imaginem só, ela se perdeu. Como isso pode acontecer eu ainda não consegui entender.
Meus amigos da escola estavam todos brincando, na hora de ir embora, cadê ela? A maluca tinha sumido. Procura daqui, procura dali...
Todos os meus amigos me ajudaram a procurar. Até os que estudavam em outras séries.
Foi uma confusão. Por fim, acharam ela. Eu acho que ela se escondeu prá não ir embora.
Mas o pior de tudo, que eu ainda não entendi mais ainda do que o sumiço da minha irmã foi a minha mãe ter aparecido lá.
Eu hein! Coisa estranha.”


Thaianne, Vencedora do concurso.





Relatório:

Por ser uma turma pequena, todos leram os seus textos e fizemos um concurso para escolher qual produção seria postado no blog.
Eles adoraram a idéia de ter um texto publicado em um blog na internet!

Avançando na Prática - TP6 Unid: 23

Avançando na prática


Leitura e Processos de Escrita II

Registro da experiência

TP6 – Unidade 23


Revisão e edição

Turma: 7ºANO - Escola Cecília Meireles

Objetivo: Identificar os elementos necessários ao desenvolvimento da etapa de edição.



“Os escritores iniciantes seriam aqueles que se preocupam sempre com o próximo item a ser desenvolvido, (...) Não há ainda uma concentração na produção de significados próprios dos processos comunicativos escritos porque isso deve ser ensinado.”


Em prática:

Li o texto com as entrevistas sobre o uso das gírias no cotidiano de Esmeralda Ortiz para a Folhinha de São Paulo, 28 de fevereiro de 2004.


Perguntei aos alunos se eles usam gírias, como e quando. Deixei que todos se expressassem.

Reuni-os em grupos e pedi que criassem três perguntas sobre o uso das gírias e pedi que todos respondessem às perguntas.

Trocamos as perguntas e respostas entre os outros grupos, e um integrante de cada grupo foi o porta-voz do mesmo, lendo e pedindo explicações para que as respostas ficassem claras.

Distribuí então folhas de papel A3 para que eles pudessem montar os cartazes com as entrevistas. Distribuí ainda, hidrocor e giz de cera, para que o cartaz ficasse mais apresentável.
Os cartazes foram expostos no pátio da escola.










Produção de texto:














Relatório:

As crianças adoraram essa atividade, porque se sentiram livres para falar as gírias, o que normalmente, nós, professores de português repreendemos.

A parte mais feliz da produção foi sem dúvida a hora de montar os cartazes. Voltaram a ser crianças de pré-escola, trabalhando com giz de cera e hidrocor. Fizeram a festa!

Avançando na Prática - TP6 Unid: 22

Avançando na prática


Leitura e Processos de Escrita II

Registro da experiência

TP6 – Unidade 22

O Planejamento

Turmas: 9ºANO - Escola Juscelino Kubistchek (em parceria com a professora Márcia Arruda)

Objetivo: Apresentar elementos de reflexão e estratégias relacionados ao planejamento de textos.


“Um bom planejamento possibilita o desenvolvimento e o aprendizado do aluno em direção à autonomia.”


Em prática:

Foi proposta uma atividade de escrita antecedida por uma atividade de planejamento.

Pedimos que cada um pensasse em um acontecimento de que nunca iria se esquecer.

Todos deveriam escrever um texto narrando o que aconteceu, como se sentiu e por que o evento é inesquecível.

Planejamento antecipado:

Cada um:

1- Listará as idéias principais do assunto.

2- Adicionará idéias que possam ajudar no desenvolvimento da narrativa.

3- Deverá lembrar de seus objetivos ao longo do processo de escrita.

4- Não deverá fugir do tema.

5- Escreverá individualmente.


Produção de texto:

Nunca aprendo a nadar!


No ano passado eu e minhas primas e duas colegas resolvemos nadar.Numa piscina num sítio bem perto lá de casa. Mas só que toda vez que eu entrava dentro da água ficava com falta de ar, mas graças adeus corria sempre tudo bem. Mas tentava assim mesmo. Nunca aprendia a nadar.

Uma colega minha disse assim: para me virar de barriga para baixo, bater os braços e as pernas. Só que eu conseguia bater só pernas segurando na beirada da psina. Mas sempre com medo até hoje não aprendi a bater os braços.

Será que nunca vou aprender. Só o tempo vai dizer se vou ou não.

Raquel - 9º ano vermelho

Relatório:

Toda a turma estava bastante empolgada em contar fatos que marcaram a sua vida.

Em um primeiro momento, surgiram dificuldades em decidir qual fato foi realmente marcante e qual seria legal descrever.

Embora com algumas dificuldades, todos conseguiram produzir textos e alcançar o objetivo da atividade.

Avançando na prática - TP5 - Unid: 17

Avançando na prática


Estilo, Coerência e Coesão

Registro da experiência

TP5 – Unidade 17

A Estilística do som e da palavra

Turmas: 6ºANO - Escola Cecília Meireles

Objetivo: Reconhecer alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra.



"É preciso conhecer as normas gramaticais para poder transgredi-las propositalmente, de modo que isso se torne qualidade, e não defeito de estilo."



Em prática:



Distribuí o texto “Palavra” de Adriana Falcão, salientei as definições de palavra, li com tonalidade. Pedi então que lessem sozinhos, em uma leitura silenciosa, e novamente li alto para que eles acompanhassem.

Questionei então, o que acharam do texto, e pedi que dessem opiniões e acabamos por desencadear um debate bastante significativo.

Em um segundo momento, pedi que citassem palavras e as motivações que sentem nelas.

Conforme sugerino no TP, listei-as no quadro e comentei com a turma as impressões reveladas.



Produção de texto:



“As palavras fazem a diferença. Palavras boas, palavras ruins, palavras que ajudam e palavras que destrói. Palavras são só palavras, mas algumas machucam. Palavras alegram, palavras, palavras, palavras. O que são palavras?” Larissa – 6° ano – Turma única.



Relatório:



Adorei essa atividade, pude realmente perceber, o quanto as crianças são criativas!

Eles, por sua vez, também adoraram “viajar” nas palavras.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Avançando na Prática - TP4 - Unid:15

Avançando na prática




Leitura e Processos de Escrita I



Registro da experiência

TP4 – Unidade 15



Mergulho no texto

Turmas: 8ºANO - Escola Municipal Juscelino Kubistchek

Objetivo: Utilizar procedimentos que levem à determinação da estrutura do texto. Como chegar à estrutura do texto?
A definição da estrutura do texto não significa uma divisão em partes sempre aceitas unanimente: pode haver variações irrelevantes, que não interferem na compreensão global do texto.

Em prática:
 Apresentei o texto Nossas cidades, porém de forma desordenada. Os parágrafos estavam todos separados, para que os alunos o ordenassem.


Na xérox, marquei os parágrafos com alguns marcadores para facilitar da hora da correção em grupo, e para que os alunos percebessem onde, quando e se errou, interferindo na compreensão do texto. Entreguei uma folha em branco para que os paráfos fossem sendo colados, conforme o entendimento do texto.


A turma foi divida em duplas.

A atividade visa a ajudar os alunos a perceberem o quanto a paragrafação é um dado importante da formulação do texto, e, portanto, da sua compreensão.


Produção de texto:












Relatório:

Como correção da atividade, propus um debate. Cada um defendeu seu ponto de vista, quanto à ordem dos parágrafos.


Depois, li o texto original, marcando com ênfase nas palavras, o início de cada um.


Coloquei ainda, no quadro, a marcação “correta” dos parágrafos, de acordo com o texto original.


Nenhuma dupla fez a marcação exata, porém duas, ordenaram os parágrafos sem interferir na compreensão do texto, atingindo sim, o objetivo da atividade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Avançando na prática - TP4 - Letramento e diversidade cultural - Unid: 13

Avançando na prática



Leitura e Processos de Escrita I


Registro da experiência


OFICINA 04- - 16 DE JUNHO: TP4 – Unidade 13


Letramento e diversidade cultural


Turmas: 6º e 7°ANO - Escola Cecília Meireles


Objetivo: Relacionar o letramento com as práticas de cultura local.

Leitura e Escrita

Uma forma eficiente para a produção de conhecimento de leitura e escrita é a partir do aproveitamento dos conhecimentos prévios dos alunos, do conhecimento que tem sua cultura local, permitindo o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem significativo.


Se há uma relação entre as práticas de letramento e as práticas de cultura local, essa relação pode ser matéria-prima para a compreensão e interpretação de texto e para a produção de escrita.

Em prática:

Escolhi uma festa local. Festa Junina. Trabalhei a partir dos matérias disponíveis: fotos, reportagens, pesquisas na internet e observação das festas juninas que estavam acontecendo na região.


Discutimos sobre as festas, comentamos sobre a nossa festa da escola que irá acontecer no próximo sábado. Pedi que eles observassem a festa e escrevessem um texto descritivo sobre a festa.


Na semana seguinte à festa, pedi que os alunos lessem o texto descritivo que fizeram e escrevessem agora, um texto informativo tendo como tema a festa.

Produção de texto:

1° texto

“ A festa junina Cecília Meireles

      A nossa festa Junina é assim, primeiro a gente decide quais são ass danças, a quadrilha, hip hop e etc. depois das danças serem escolhidas a gente escolhe os pares ou seja quem vai dançar com quem.
      Mas antes de tudo a secretária resolve os preparativo, como que vai fica a festa depois de ser resolvido, nós começamo a ensaiá as danças da festa para na hora não saír feia.
      Quando tudo já estiver pronto ai a gente começa arruma a festa A tia Vilma e o tio Vicente ele começam a colar as bandeirinhas e os balões e o enfeites da festa. Aí começa chegua os pessoal das barracas, o pessoal que vai montar as barraquinhas.
      O que é legal é que cada barraca representa dança típica da região Nordeste, suldeste e etc. O que é legal também é a percaria todo mundo gosta de perca, mas o melhor de tudo é as comidas paçoca, queijo, pé-de-moleque, doce de leite e etc.
      Depois quando tudo estiver pronto é so encher a barriga e dança. Assim é a festa Junina Cecília Meirele” (L.P. - Aluno do 6ª ano)

           2° texto

             “Minha festa junina tem muitas bandeirinhas coloridas, tem muita comida típica exemplo: pé de moleque, bolo de chocolate , cachorro quente etc.
               Tem muitas danças animadas e diferentes, tem muitas barraquinhas enfeitadas, tem mesas para sentar, tem palco, tem brincadeiras para crianças exemplo: pescaria, fogo de prego, pirulito da sorte etc...
               Acontece numa praça, tem muitos lugares para dançar, as pessoas que dançam duas fezes, uma para dançar e vê e a outra para tirar as foto.
               Depois não acaba. Tem DJ para quem não dançou esquentar o esqueleto dançando vários tipos de dança diferentes
               Os prêmios das brincadeiras bons e são diferentes preços.
               Os professores que ajudam nas barraquinhas estão à caráter, de vestidos de quadrilha, de marinha Chiquinha ou de transinhas, com pintinhas no rosto.”(C.M. - Aluna do 7° ano)




Relatório:

A aula de hoje foi bastante significativa para mim. Pude com essa atividade perceber as dificuldades dos alunos quanto às regras de pontuação, acentuação e concordância.

Transcrevi os textos com os erros, e dessa maneira pude evidenciar ainda mais essas dificuldades. Apliquei a atividades nas turmas do 6°, 7° e 8° ano. Cada turma apresentou dificuldades relativas ao seu grau de domínio das regras. Claro que não foi o grau ideal, o certo seria menores erros, de acordo com o nível de aprendizado. Ao menos, as palavras utilizadas e as disposições dos textos variaram de acordo com o nível!

Em relação aos alunos quanto à atividade proposta, eles gostaram bastante, principalmente por estarem empolgados com a realização da festa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Avançando na prática - TP3 - Unid: 10

Avançando na prática



Gêneros Textuais


Registro da experiência


OFICINA 03- - 26 DE MAIO: TP3 – Unidades 10 e 11


Turma: 9º ANO VERMELHO


Assunto: POESIA

Gêneros Textuais:

Podemos considerar que os gêneros dividem-se em dois grandes grupos: os literários e os não-literários. Entre os literários está o gênero poético, composto por poemas. A maneira de trabalhar com as palavras, explorando sua sonoridade, suas significações, as imagens sonoras e poéticas criam, constitui o traço mais marcante do gênero poético.


Em prática:
Levei para os alunos uma letra musicada, Cio Da Terra – Milton Nascimento. Cantamos fazendo o acompanhamento da música seguindo a letra por escrito.


Fizemos uma interpretação do texto, levando em consideração tema, autor/leitor/ouvinte, formas de expressão, aspectos na construção dos sentidos, idéias sugeridas e/ou explícitas, e debatemos as razões pelas quais os alunos gostaram, ou não, da canção.


Comparamos com outras poesias como Construção – Chico Buarque e Soneto do amigo – Vinícius de Moraes


Provoquei então, uma reflexão sobre a compatibilidade entre oralidade e escrita e sobre o fato de que alguns gêneros podem ser realizados pelas duas modalidades, enquanto outros só ocorrem por escrito, ou oralmente.


Identificamos juntos quem é o autor e quem são os ouvintes/leitores a quem se destina o texto canção.


Chegamos então à conclusão, de que os gêneros textuais estão em toda a parte, não apenas na escola.

Relatório:

Os alunos me surpreenderam nas análises. Chegaram à conclusão de que o texto literário se caracteriza pela exploração de imagens que as palavras podem criar e pela finalidade de proporcionar prazer aos leitores ou ouvintes.


Muitos deles, nunca tinham ouvido música de Chico Buarque, e as músicas que conheciam de Milton Nascimento eram àquelas conhecidas como Canção da América. As poesias de Vinícius de Moraes eram famosas apenas por ouvir falar.


A satisfação em aplicar essa atividade foi tamanha, principalmente por ter podido levar ao conhecimento desses alunos esses autores/poetas tão importantes na nossa literatura.

Poesias trabalhadas:
CIO DA TERRA
(MILTON NASCIMENTO)

Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra propícia estação
E fecundar o chão


CONSTRUÇÃO
 (CHICO BUARQUE)

Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

SONETO DO AMIGO
(VINÍCIUS DE MORAES)

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Avançando na prática - TP3 - BIOGRAFIA

Gêneros e Tipos Textuais


Registro da experiência


OFICINA 02- - 19 DE MAIO: TP3 – Unidades 09 e 10


Assunto:BIOGRAFIA


Turma: 8º ANO AMARELO



Gêneros Textuais:
Gêneros textuais são maneiras de organizar as informações lingüísticas de acordo com a finalidade do texto, com o papel dos interlocutores e com as características da situação. Aprendemos a reconhecer e a utilizar gêneros textuais, reconhecendo intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos.


Em prática:
Começamos com a leitura da biografia de Carlos Drummond de Andrade. Após concluída a leitura, fizemos uma visita à biblioteca e cada um pegou um livro infantil para uma leitura em sala de aula, e posteriormente, uma leitura da biografia do autor dos livros escolhidos (Perrault, Irmãos Grimm, Andersen, La Fontaine, Esopo, Monteiro Lobato, Ziraldo e Ana Maria Machado).
Analisamos os textos que deixei que eles identificassem que tipos de informações constituíam um texto biográfico.
Propus então, que cada aluno elaborasse sua própria biografia, na terceira pessoa, como foi feita a de Carlos Drummond de Andrade.


Produções de texto

1-


Mineiro de Santana do Deserto (onde nasceu em junho de 1995), quando criança gostava de jogar futebol. Com a intenção de fazer medicina, lê bastante e talvez por isso, gosta de escrever.


Filho e neto de homens do campo, gosta bastante da vida na roça, mas quer melhorar o padrão de vida de sua família.


Gosta muito de bichos e adora tê-los. Adora brincar no pasto, andar a cavalo e curtir a natureza.


Relatório:


Os alunos não encontraram dificuldades, uma vez que obtiveram outros textos como exemplo e puderam concluir sozinhos, sobre as principais características desse gênero textual.


O aproveitamento dos alunos foi simplesmente maravilhoso, e a aula rendeu muito. Eles puderam aprender e apreender de uma forma bastante significativa, o que os motivou bastante.

           Produção das Bibliografias 


Apresentação das produções de textos